“Comunidades a Caminho” assinalou centésima edição

14-12-2009 19:12

“Comunicar é transmitir a vida, a comunhão e a fé. Deus inspira os jornalistas a transmitirem a vida, a questionar a verdade”. Palavras do Bispo de Coimbra na cerimónia comemorativa da edição número 100 do “Comunidades a Caminho”.

As comunidades cristãs de Abrunheira, Carapinheira, Ereira, Montemor-o-Velho, Reveles, Verride e Vila Nova da Barca, na diocese de Coimbra, estiveram em festa no dia 7 de Dezembro, comemoração a centésima edição do boletim inter-paroquial “Comunidades a Caminho”, após 10 anos de publicação.

“O ‘Comunidades a Caminho’ não é apenas papel, mas um meio de ligação entre as paróquias, transmitindo a caridade, a fraternidade, a fé e a maneira como as comunidades vivem os valores cristãos”, disse D. Albino Cleto, bispo de Coimbra, na sua intervenção, aludindo ao papel “da comunicação social de inspiração cristã” na vida das pessoas.

O prelado salientou que “a Igreja entende comunicação enquanto meios e processos segundo a missão de Cristo, o verdadeiro Comunicador da vida de Deus”, observando que “a missão da Igreja é comunicação de vida, proximidade de Deus com as pessoas, das pessoas com Deus e das pessoas entre si”. Para o bispo diocesano, “comunicar é transmitir a vida, a comunhão e a fé pela palavra oral e escrita, juntamente com o testemunho de vida”.

“Alegro-me por existir este jornal que está vivo”, que “transmite a bíblia e a vida como vem no Evangelho, de paróquia para paróquia”, sublinhou o prelado, acrescentando que “Deus inspira os jornalistas a transmitirem a vida, a questionar a verdade”.

O programa da efeméride começou com a vídeo-conferência sobre “a comunicação em meios locais”, com o jornalista da SIC, Pedro Coelho. Numa conversa descontraída, o convidado salientou “a importância do jornalismo de proximidade”, frisando que “enquanto agentes informativos devemos contribuir para questionar as situações que se passam à nossa volta”. “Essa mesma proximidade às pessoas e à comunidade, em termos de independência jornalística, cria, ao mesmo tempo, um constrangimento perturbador”, sendo, por isso, necessário procurar manter “um distanciamento crítico, ideológico e económico”, destacou Pedro Coelho.

O jornalista, que também é professor universitário, manifestou o desejo de que “haja mais ligação entre as universidades e os jornais locais”, porque “há muito sangue novo, com novos horizontes e com vontade de trabalhar”.

Depois de um período dedicado “à conversa com a audiência”, o conferencista procurou responder, “de acordo com a sua experiência jornalística”, a questões que lhes foram colocadas por elementos da assistência.

As comemorações prosseguiram com a apresentação do historial do boletim. “A ideia de criar o «Comunidades a Caminho» teve como objectivo divulgar as iniciativas que se iam desenvolvendo em cada comunidade, dando-as a conhecer às demais comunidades; pretendeu, assim, criar um maior espírito de comunhão e contribuir para a formação humana e cristã dos membros das nossas comunidades”, explicou o representante dos 20 colaboradores deste órgão de informação.

Aquele responsável afirmou que “é neste propósito que a equipa do «Comunidades a Caminho» pretende continuar a colaborar num projecto aliciante, de comunhão, de partilha, de informação e formação”.

“Esta equipa reitera um sincero agradecimento aos leitores, às instituições e associações do concelho e a todos aqueles que, por várias formas, apoiam a publicação”, sustentou.

A intervenção terminou com “o repto a todos os de boa vontade no sentido de tornar o ‘Comunidades a Caminho’ num jornal local/regional de inspiração cristã, de informação generalista, orientado por critérios de rigor e seriedade ao serviço das comunidades cristãs”, porque julgamos ser oportuno “sonhar mais alto”.

O presidente do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, Pe. Armando Duarte, afirmou que “numa altura em que algumas comunidades vivem cada vez mais fechadas em si mesmas, a comunicação social local/regional assume um papel fundamental”.

“Conhecemos tudo o que se passa de norte a sul do país e pelo mundo fora, mas quantas vezes a maioria dos leitores não sabe o que se passa na sua aldeia, na paróquia, no concelho”, referiu o sacerdote.

O responsável pelas comunicações sociais da diocese recordou que “cabe à comunicação social regional esse papel de dar visibilidade à comunidade, formar e informar”.

“A Igreja é comunicação e a comunhão é fruto da comunicação”, asseverou o Pe. Armando Duarte, que concluiu as suas palavras com votos de “profícuo trabalho ao ‘Comunidades a Caminho”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal, enalteceu o trabalho desenvolvido pela publicação “como veículo de comunicação, informação e formação”.

O edil, que manifestou a vontade de que “a celebração da edição de 100 números possa ser repetida muitas vezes”, deixou palavras de agradecimento e estímulo aos párocos António e José Luís, por “contribuírem para o desenvolvimento das suas comunidades”.

Seguiu-se a entrega de lembranças aos convidados e a visita à exposição que mostrou a retrospectiva do boletim desde o seu início. A cerimónia terminou com os “parabéns a você”, a partilha do bolo comemorativo e o beberete de convívio.

O momento foi celebrado por colaboradores, centenas de leitores e entidades convidadas, no Pavilhão Multiusos da Carapinheira.

Aldo Aveiro