Domingo XXII do Tempo Comum 01-09-2013

02-09-2013 12:08

Meu Irmão que estás aqui ao lado,

minha irmã com quem partilho, seguramente, a terra que pisamos.

Respeitado seja o teu nome; em todas as línguas do mundo.

Construamos juntos uma terra que não explore ninguém;

que a ninguém relegue para as margens.

Uma terra na qual onde tudo aquilo que é presente:

água, alimento, vento, solo... esteja nas mãos de todos;
e desta forma o Reino d’Aquele a quem chamamos Pai
vá chegando à terra, ao mar, a cada recanto onde um irmão
se sinta amado e disposto a amar.
Que o nosso pão, irmão, seja o de hoje,

e se hoje algum dos dois não tem pão, bata à porta do outro;

talvez fiquemos com o estômago meio vazio, mas nunca
com o coração ressequido; porque a minha mesa é a tua mesa;

E a minha casa, não é a minha casa, é casa de todos.

E perdoa-me se em algum momento esqueço tudo isto;

e de repente creio que o nosso Pai não é tão nosso e é mais meu. Perdoa-me e ajuda-me.

Recorda-me então que a dor do mundo é também minha
e que se eu vou dizendo que o meu Pai é nosso, não posso olhar para o lado,
fazendo que nada vejo, nem cruzar os braços.
Desta forma poderemos construir de novo;
que a forma de livrar do mal a nossa terra é sentindo os seus males e a partir da vida partilhada com o irmão.... Construir, caminhar, amar....
Assim seja. Irmão. Irmã.        

(Roberto Borda)